No último dia 22 de julho, o zagueiro Renan atropelou e matou um motociclista de 38 anos quando voltava de uma festa. O carro conduzido pelo então jogador do Bragantino (emprestado pelo Palmeiras) teria invadido a faixa contrária e batido de frente na motocicleta. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas confessou ter ingerido bebidas alcoólicas.

Além disso, acumulava várias multas de trânsito, principalmente por dirigir acima do limite de velocidade permitido e por passar no sinal vermelho. Como se não bastasse, o jovem estava dirigindo sem CNH, pois havia perdido sua permissão para dirigir, documento expedido antes da habilitação oficial.

Renan foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), porém ficou detido por menos de 24 horas. Para responder ao processo em liberdade, ele pagou a fiança no valor de R$ 242 mil, equivalente a três vezes o salário que recebia no Bragantino, que oficializou em 2 de agosto a rescisão do contrato de empréstimo, já decidida no dia da tragédia. No mesmo dia, Renan também teve rescindido seu vínculo com o Palmeiras.

Caso Edmundo

Um caso parecido aconteceu com o atacante Edmundo na madrugada de 2 de dezembro de 1995. Ele havia acabado de sair de uma boate no Rio de Janeiro, acompanhado por mais quatro amigas. O então jogador do Flamengo bateu seu Jeep Cherokee em um Fiat Uno e capotou. Com o impacto, o Uno foi jogado contra um poste, que entortou.

Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas com a colisão dos veículos. Edmundo teve apenas um corte na cabeça.

No caso deste acidente, nenhum dos motoristas estava embriagado, mas Edmundo dirigia acima do limite de velocidade permitido no local, o que se tornou um agravante ao acidente.

Em sua defesa no depoimento para o Ministério Público, Edmundo disse que foi fechado pelo motorista do Uno, mas isto não convenceu a Justiça. Em 1999, então no Vasco, o atacante foi condenado por homicídio culposo e lesão corporal a cumprir pena de 4 anos e meio de prisão por ter sido considerado, segundo a Justiça, o responsável pelo acidente.

Além disso, o jogador precisou fazer acordos com as famílias dos envolvidos no acidente, que entraram na Justiça com pedidos de indenização.

Edmundo chegou a ser preso duas vezes – tanto no ano da decisão judicial quanto em junho de 2011 (época na qual já havia pendurado as chuteiras e na qual era comentarista da TV Bandeirantes) -, mas foi solto por conta dos recursos da defesa. Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela prescrição dos crimes.

Share.